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Como e para quê é caracterizada a viabilidade miocárdica pela Medicina Nuclear?

Como e para quê é caracterizada a viabilidade miocárdica pela Medicina Nuclear?

Após o infarto do miocárdio, a área infartada pode necrosar e ser substituída por fibrose ou permanecer viável, apesar de metabolicamente alterada. Após um evento isquêmico agudo, esse miocárdio metabolicamente alterado é chamado de miocárdio “stunned” (atordoado). Se o miocárdio encontra-se cronicamente isquêmico, ocorre um fenômeno adaptativo de modo que o tecido passa a metabolizar quase que exclusivamente glicose como substrato energético. Essa adaptação é chamada de “hibernação” miocárdica. O termo “viabilidade miocárdica” em geral se refere aos tecidos “stunned” e “hibernante”.

A viabilidade miocárdica é caracterizada na Medicina Nuclear pela demonstração de tecido miocárdico metabolicamente ativo em determinada parede do coração que se encontra acinética (ou acentuadamente hipocinética ou discinética), em geral, após a ocorrência de infarto do miocárdio.

A demonstração de miocárdio metabolicamente ativo, e portanto viável, pode ser feita com diferentes radiofármacos, sendo os mais comuns: SESTAMIBI-99mTc (que mostra atividade mitocondrial), tálio-201 (que avalia a integridade da membrana celular e o funcionamento da bomba de sódio-potássio) e FDG-18F (um análogo radioativo da glicose, usado para detectar o metabolismo glicolítico). Na prática clínica da maior parte dos serviços de Medicina Nuclear, o cloreto de tálio-201 é o radiofármaco mais utilizado para pesquisar viabilidade miocárdica.

Dr. Celso Dario Ramos, médico nuclear – Hospital das Clínicas da UNICAMP – Campinas-SP

 

Fonte: http://bit.ly/2iYeEZe