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Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson

Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson

Doença de Parkinson (DP) ainda é de difícil detecção em sua fase pré-clínica ou pré-motora, mas já existe a possibilidade do diagnóstico precoce e até mesmo de sua confirmação com o exame " Cintilografia Cerebral com Trodat ". A vantagem é que ela torna mais fácil determinar se o paciente tem mesmo Parkinson, uma vez que os tremores, um dos principais sintomas da doença, podem ter diversas outras causas.
Com o envelhecimento da população em países como o Brasil, onde a expectativa de vida está aumentando, a incidência da Doença de Parkinson vem aumentando. Sabe-se que ela decorre da perda acelerada e importante do neurotransmissor dopamina, que até certo ponto é normal, a partir dos 40 anos.  Se houver pouca produção de dopamina no cérebro, esta substância aparecerá em pouca quantidade na imagem obtida no exame, o que permite um diagnóstico mais preciso: quando alguém apresenta tremores mas seu nível de dopamina é normal, está excluída a hipótese de ter Doença de Parkinson.
A Organização Mundial de Saúde diz que 1% da população sofre do Mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso, e estima que este número vá dobrar até 2040. No Brasil, há cerca de 250 mil casos. Além dos tremores, os principais sintomas são rigidez nos braços e pernas, instabilidade postural (o que eleva o risco de quedas) e bradicinesia (movimentação lenta).
Nem sempre há necessidade de confirmação da Doença de Parkinson com exames funcionais. “Contudo, nos indivíduos com indicação de procedimentos terapêuticos agressivos ou, ainda, no diagnóstico diferencial entre outras síndromes parkinsonianas e a DP, o uso da cintilografia com Trodat pode ser útil, isso porque há semelhanças nos sinais e nos sintomas dessas doenças em seus estágios iniciais, mas o tratamento e o prognóstico diferem”.  Além disso, o exame também contribui para diferenciar a Doença de Alzheimer, primeira causa de demência, e a demência por corpúsculos de Levy.?O Trodat é um marcador que se liga seletivamente aos receptores de dopamina pré-sinápticos (DAT) presentes no nosso cérebro. A perda de DAT correlaciona-se com a de neurônios dopaminérgicos, sendo demonstrada de forma muito sensível nas imagens obtidas pelo exame, mesmo nas fases iniciais da condição. A redução da densidade desses receptores, por sua vez, está associada com a gravidade e com a progressão da DP. Por outro lado, imagens normais afastam a hipótese dessa doença.